terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Afinal, somos uma ou duas classes trabalhadoras?

Não sei por que ainda me espanto com os comportamentos individualistas de algumas pessoas. Não entendo como um servidor público federal que passa 3 meses de greve pode está de mi-mi-mi com o aumento do salário mínimo. Ora, o discurso sindicalista é de unicidade, de defesa dos direitos da classe trabalhadora. Mas e os 40 milhões que serão beneficiados não fazem parte da classe trabalhadora? Esse aumento foi uma escolha governamental. 

Não temos q ficar questionando ele. É um ganho para o resto da classe trabalhadora, DA QUAL FAZEMOS PARTE. Temos que ficar felizes com isso. Um aumento de quase 100 reais. Eu fico feliz porque eu tenho muitos parentes que vivem com esse salário. 

O governo escolheu beneficiar esse grupo maior de trabalhadores que vive com o mínimo. Isso é um ponto. Agora é continuar a luta, mas sempre fazendo jus aos belos discursos entoados nos diversos púlpitos sindicais. Assim, precisamos trazer, ao nosso lado, os demais companheiros que compõem a classe trabalhadora. O momento é de comemoração. Tivemos 5%, mas um outro grupo muito maior teve 11%. Estou feliz porque me sinto parte desse outro grupo e porque entendo que precisamos ser coerentes. Isso implica alinhar teoria e prática, como já defendia Paulo Freire. 

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