terça-feira, 2 de outubro de 2018

Liberdade ou opressão?

Esta eleição será pela primeira vez, desde que sou eleitor, o momento do país que mais tenho sentido medo. O que está em jogo não são projetos de nação, mas acima de tudo a liberdade da nação. Isto pode até não acontecer, mas as atitudes e as palavras do candidato de extrema direita não deixam dúvidas acerca deste risco. O Brasil sempre teve dificuldade em permitir o avanço dos ideais da Revolução Francesa (Igualdade, Liberdade e Fraternidade) e mais do que nunca estamos vendo que os setores conservadores querem impedir estes avanços. Isto começou, no contexto recente, com a deposição da presidente Dilma e prisão do Lula e agora está se materializando novamente com o crescimento das intenções de voto do candidato de extrema direita. Delação liberada a uma semana da eleição, proibição da entrevista do Lula e dólar caindo são apenas alguns dos sinais que demonstram o sentido que os setores conservadores querem dar ao país.

Se você eleitor votará no candidato que promete acabar com a violência, lamento dizer que está sendo enganado.
Os países que tem a maconha liberada para uso pessoal não apresentam índices de violência associados ao seu consumo. O fato de usar maconha não leva a qualquer tipo de violência como se que fazer acreditar no Brasil. É um pensamento pequeno, sem razoabilidade. Garanto que se o Brasil legalizasse o uso da maconha, o tráfico iria ser quebrado pelas pernas. Não resolveria, mas é um forma muito eficiente de reduzir a criminalidade e, consequentemente a violência no Brasil. Armar as pessoas não é caminho em um país já demasiadamente violento. O candidato de extrema direita é apenas um canalha que se aproveita da situação de extrema violência no Brasil para enganar as pessoas ao dizer que vai resolver. Somos um país com mais de 200 milhões de pessoas e não se resolve as coisas à base da bala. Você já deve ter visto várias cenas de violência no Brasil em tom de agressividade no trânsito, nas ruas etc. Não entremos nesta de que armar a população e matar bandido é a solução. Votar em um candidato com este discurso é validadar atos de violência e não tentar acabar com ela. Devemos pensar nisto. Ora, se hojé já fácil ser assassinado no Brasil por bobagens, imaginem com o povo armado. 

Refletindo em uma outra seara podemos pensar nas grandes conquistas que o Brasil fez nos últimos anos e que impactaram diretamente e positivamente as nossas vidas.
Sou da época que não existia programas sociais como bolsa família e nem mesmo Luz para Todos. Estudei com lamparina. Depois de 2003, com as políticas implementadas pelo governo Lula, as coisas começaram a mudar. Passamos a ter um pouco mais de dignidade. As pessoas puderam ter recursos para comprar gás e alguma comida decente. Isto não se trata de esmolas, como quer fazer o candidato de extrema direira acreditar. Chama-se descentralização de renda, mas ele não deve saber o que é isto. Quem não trabalha não é, necessariamente, vagabundo ou preguiçoso. Todos nós sabemos disto, especialmente os nordestinos, pois o que nos faltou, durante muito tempo, foram oportunidades.Muitas vezes não há simplesmente o que fazer. Somos dependente do inverno e sem inverno não há comida. O que foi feito nos últimos anos foi descentralizar renda, apenas. Financiamos casa com um entrada de 3 mil reais, universidades e institutos criados, apenas para lembrar.

No espectro da corrupção temos outra grande mentira do candidato de extrema direita que se insurge como o cara ilibado e que vai acabar com a corrupção. Então digo que a corrupção não é o problema do Brasil. É um dos problemas. Estou falando de economia que, dentre os candidatos, o único que tem feito com clareza é o Ciro Gomes.
Tomando com base o que país arrecadou durante o ano de 2014, vemos que de toda a riqueza, de TODA, 45% foi para pagar dividas com os bancos. O segundo valor em 2014 é justamente o pagamento de aposentadorias com um percentual de 21%. É como se o povo brasileiro produzisse uma pizza e 50% dela pertencesse aos bancos. 21% para previdência e o resto é que é, efetivamente, distribuído por meio da segurança, saúde, educação, etc. A corrupção está presente no gerenciamento e descentralização destes recursos, mas o problema está também nos juros que se pagam aos bancos.
 
É hora refletir para que não nos levemos pelas mentiras deste apêndice de Hitler no Brasil. O voto de 2018 é uma escolha entre a liberdade e a opressão. A escolha que você fizer trará resultados para a vida de milhões de pessoas. É preciso razoabilidade e não ódio. Liberdade ou opressão. Qual a tua escolha?